terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cérebro tem mais conexões que todos os computadores



O cérebro humano é verdadeiramente impressionante. Um típico, saudável abriga cerca de 200 bilhões de células nervosas, que são conectados uma a outro por meio de centenas de trilhões de sinapses. Cada sinapse funciona como um microprocessador, e dezenas de milhares delas podem conectar um único neurônio a outras células nervosas. Somente no córtex cerebral, há aproximadamente 125 trilhões de sinapses ¬ se fossem estrelas, daria para preencher 1.500 galáxias como a Via Láctea. Essas sinapses são, naturalmente, tão pequenas (menos de um milésimo de milímetro de diâmetro) que os seres humanos não foram capazes de ver com muita clareza o que exatamente eles fazem e como, além de saber que os números variam ao longo do tempo. Pesquisadores da Universidade Stanford School of Medicine passaram os últimos anos desenvolvendo um novo modelo de imagem, que eles chamam de tomografia da matriz, em conjunto com software computacional, para juntar as fatias de imagem em uma imagem tridimensional que pode ser rotacionada, penetrada e navegada. O trabalho foi publicado na revista Neuron desta semana. [...]


Leia mais aqui.

Nota: "Graças Te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as Tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem" (Salmo 139:14).

A dança perfeita da divisão celular



A dança da divisão celular é cuidadosamente coreografada e possui pouco espaço para erros. Informações genéticas emparelhadas são alinhadas no meio da célula na forma de cromossomos. Os cromossomos devem então ser cuidadosamente separados de modo que cada célula-filha resultante tenha uma cópia idêntica do DNA da célula-mãe. A maquinaria molecular que guia e, literalmente, puxa os cromossomos para o lado consiste de microtúbulos emparelhados que irradiam pólos opostos da célula em divisão e um enorme, mas preciso, complexo molecular chamado cinetócoro. Esse “gigante gentil” se agarra a uma única região especial do cromossomo conhecida como centrômero. Paradoxalmente, quanto maior a tensão nos microtúbulos, mais forme é a força exercida pelo cinetócoro. É semelhante ao mecanismo de certas armadilhas em que, quanto mais você tenta retirar o dedo, mais ele é apertado. Em realidade, a quantidade adequada de tensão pode ser uma pista para a célula de que tudo está ocorrendo conforme o planejado. Na ausência de tensão, a célula é alertada sobre danos ou mutações tais como câncer e, como resultado, é frequentemente levada à autodestruição.

Em outro feito de acrobacia molecular e precisão, à medida que o microtúbulo atrai o cromossomo capturado em direção ao pólo, ele na verdade é encurtado ao perder subunidades de tubulina. Para tornar a situação um pouco mais complicada, o microtúbulo é desmontado no ponto exato em que o kinetochore é fixado. Em outras palavras: imagine-se subindo em uma corda, mas à medida que você sobe, a ponta da corda vai desaparecendo bem debaixo de onde a segurou. Isso é o que esse mecanismo hábil realiza. Sendo que o cinetócoro possui muitos pontos de contato (como a armadilha que mencionamos), é bom não deixar de ir ao microtúbulo enquanto percorre a distância.

Com 100 nanômetros de diâmetro, o cinetócoro é um verdadeiro gigante. Uma das moléculas mais complexas funcionais na célula é o ribossomo, mas que em comparação mede apenas 25 nanômetros de diâmetro.

Essa perspectiva de tamanho e complexidade moleculares são exemplos das descobertas que Bungo Akiyoshi (do Fred Hutchinson Cancer Research Center, Seattle) e seus colegas estão relatando ao realizarem o isolamento do cinetócoro para fora da célula e com ela executar as mesmas tarefas que in vitro são vistas serem realizadas ao vivo. As descobertas estão relatadas na edição de 25 de novembro da revista Nature. A pesquisa foi, em parte, subsidiada pela National Science Foundation.

Sue Biggins, que participou da pesquisa, declara: “Isolar essa molécula para fora da célula é tão emocionante hoje, como era ver um ribossomo 50 anos atrás!”

(National Science Foundation; tradução: Matheus Cardoso)

Nota: Ao ler artigos como esse e tomar conhecimento de pesquisas que descem a esse nível de minúcias do mundo celular (a “caixa-preta” de Darwin), só posso dizer que não tenho fé suficiente para crer no acaso cego e na seleção natural como mecanismo evolutivo agregador de complexidade e informação genética. Curiosamente, nesse tipo de pesquisa/artigo a palavra “evolução” geralmente não é usada; fica fora de contexto.[MB]

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A teoria do design inteligente é científica

O Dr. Stephen C. Meyer tem 52 anos, é autor do best-seller Signature in the Cell e é diretor do Centro Para Ciência e Cultura do Instituto Discovery, em Seattle. Atualmente, é um dos principais porta-vozes do Design Inteligente (DI). Enquanto participava do Simpósio Darwinismo Hoje, na Universidade Mackenzie, concedeu esta entrevista à aluna de Jornalismo do Unasp, Allana Ferreira, que a cedeu com exclusividade a este blog.

Partindo do pressuposto de que existe uma inteligência criadora de informação, a partir daí, pode-se considerar um processo evolutivo?

Sabemos que há processos evolutivos que têm efeitos verdadeiros. A seleção natural é um deles. Mas a questão é: Quanta mudança a seleção pode produzir? Mais e mais os pesquisadores vêm percebendo que a seleção natural pode produzir mudanças limitadas.

O Design Inteligente (DI) admite a macroevolução?

Alguns membros do DI pensam que isso é possível. Eu, particularmente, sou cético em relação à macroevolução

Quanto de criacionismo e evolucionismo haveria na teoria do DI? Elas podem se complementar ou são completamente diferentes?

A questão sobre quanta mudança a seleção natural pode ocasionar é algo a ser estudado um pouco mais. Sabemos que ela pode produzir algumas mudanças, mas também sabemos que há limites para essas mudanças. A questão é: Quão amplos são esses limites? Quanto de mudança é possível? No nosso entendimento da história da vida, existe evidência de designinteligente na origem de formas fundamentalmente novas e algumas mudanças dento de certo limite, depois disso.

O DI é diferente do criacionismo bíblico no sentido de que este esta fundamentado em sua visão a partir da Bíblia, enquanto o DI é uma inferência que provem da evidência científica. É possível que aquilo que aprendemos da ciência e o que a Bíblia revela sejam conceitos compatíveis.

O que o DI diz a respeito da explosão cambriana?

Achamos que a explosão cambriana oferece provas convincentes a favor do DI. Para produzir uma nova estrutura nos animais se exige nova informação genética, e o que sabemos a partir de experiência é que informação sempre vem de uma fonte inteligente, como diz o cientista Henry Quastler: “A criação de nova informação é comumente associada com atividade consciente.” Essa grande introdução de informação para formar todos os seres vivos do período cambriano é evidencia de atividade inteligente.

Quais seriam as principais críticas em relação ao DI? 

A crítica mais comum ao DI é que ele não é científico. Existem muitas razões para os refutadores da teoria falarem isso, mas essa é mais uma maneira de tentar desvalorizar o DI. O que precisamos saber sobre qualquer teoria não é como classificá-la se é ciência, religião ou filosofia; essa não é a pergunta importante. O que importa é se ela é verdadeira ou não. Argumentamos que há boas evidências para que o DI seja considerado verdadeiro. Podemos concluir que o DI é uma teoria científica, pois é uma inferência baseada em evidências científicas, e a própria argumentação do DI é baseada nos argumentos que Darwin usou para a investigação científica. Os críticos não querem dizer que o DI é ciência porque tem implicações religiosas, mas a teoria é baseada na ciência, mesmo que haja implicações religiosas.

Por que a objeção dos evolucionistas é tão enfática, principalmente nos EUA, como é mostrado no documentário “Expelled: No Intelligence Allowed”, lançado em 2008? 

Para muitos biólogos darwinistas a teoria de Darwin não é simplesmente uma teoria e sim o fundamento para uma cosmovisão que é materialista. Então, quando desafiamos a teoria darwiniana, estamos desafiando o que para muitos cientistas é uma crença muito pessoal. E quando desafiamos essa teoria com argumentos que eles não conseguem responder, eles manifestam uma reação humana muito natural ficando bravos e muito passionais, e muitas vezes usam o poder que está à disposição deles para suprimir as ideias que são contrárias às deles. Esse documentário lançado nos EUA registra uma série de sanções que foram tomadas contra professores que defendiam o DI.

Como está a discussão sobre o DI tanto nos Estados Unidos como no cenário mundial?

O apoio ao DI tem crescido no mundo todo de forma impactante, principalmente com a nova geração de estudantes e professores de ciência. As pessoas mais jovens estão assistindo aos debates e percebem que os proponentes do DI argumentam a partir de evidências, já os proponentes do evolucionismo argumentam a partir de autoridades. Acostumados a recusar responder aos verdadeiros problemas que apresentamos em relação à teoria deles - como as que refutam o poder criativo da seleção natural e a capacidade de mutação -, eles, em sua maioria, insistem em questionar os possíveis motivos religiosos por trás do DI.

Já que o argumento mais enfatizado contra o DI é em relação à origem dessa inteligência, os proponentes do DI teriam alguma definição para essa questão? 

A teoria do DI simplesmente apresenta evidências para uma causa inteligente, mas é claro que os defensores do DI têm ideias referentes a quem se deve essa inteligência. Eu sou um teísta cristão e acho que as evidências acabam apontando para Deus como o projetista de tudo isso, mas outros cientistas que defendem o DI podem ter outras ideias, ou podem ser até agnósticos.

Vendo o mundo natural pelas lentes de um físico

Se já caminhou aos tropeços por um cinema escuro, incapaz de distinguir entre um braço de poltrona e uma perna esticada, você pode muito bem questionar alguns dos recursos de projeto do sistema visual humano. Claro, nós conseguimos ver muitas cores durante o dia; mas apague a luz e, bem, você sabia que um balde grande de pipoca pode acomodar um sapato feminino inteiro sem amassar? Mesmo com todas essas aparentes falhas, os blocos básicos da visão humana acabam sendo praticamente perfeitos. Cientistas aprenderam que as unidades fundamentais da visão, as células fotorreceptoras que cobrem o tecido da retina e reagem à luz, não são apenas boas, ou ótimas, ou fantásticas em seu trabalho. Elas não são apenas incrivelmente impressionantes pelos padrões da biologia. Os fotorreceptores operam na fronteira mais externa permitida pelas leis da física, significando que eles são tão bons quanto podem ser, ponto final. Cada um é projetado para identificar e reagir a fótons únicos de luz - os menores pacotes possíveis onde a luz pode vir embalada.

“A luz é quantizada, e não é possível contar meio fóton”, afirmou William Bialek, professor de física e genômica integrativa da Universidade Princeton. “Isso é o mais longe que se pode ir.” 

Assim, embora possa levar alguns minutos para se acostumar ao escuro após sermos enganados por um dilúvio de luz artificial, nosso olho pode realmente aproveitar o prêmio, e visualizar um turvo ponto de fótons solitários brilhando no horizonte.

Os fotorreceptores exemplificam o princípio da otimização, uma ideia que vem ganhando uma tração cada vez mais ampla entre pesquisadores - a de que certos recursos básicos do mundo natural foram afiados, pela evolução [sic], aos maiores picos possíveis de desempenho, os limites legais do que Newton, Maxwell, Pauli, Planck e Albert permitirão.

Cientistas identificaram e anatomizaram matematicamente uma série de casos onde a otimização deixou sua meticulosa marca, entre eles a soberba eficiência com que as células bacterianas se fecham sobre uma fonte de alimento; a precisa resposta de um embrião de drosófila para contornar moléculas que ajudam a diferenciar cauda de cabeça; e a forma como um tubarão consegue encontrar sua presa ao medir microfluxos de eletricidade na água, medindo um milionésimo de um volt - o que, conforme observou Douglas Fields em Scientific American, seria como detectar um campo elétrico gerado por uma pilha AA comum “com um pólo mergulhado no Estuário de Long Island e o outro nas águas de Jacksonville, na Flórida”.

Em cada instância, segundo cálculos de biofísicos, o sistema não conseguiria ser mais rápido, sensível ou eficiente sem antes se mudar para um universo alternativo, com constantes físicas diversas.

Os princípios da otimização podem até mesmo ajudar a explicar fenômenos em grande escala, como a elasticidade de nossos reflexos e a arquitetura básica de nosso cérebro. Para Bialek e outros físicos, a análise da otimizaçãotraz uma chance de identificar princípios básicos na biologia que possam ser encapsulados num elegante grupo de equações.

Eles poderiam, então, usar esses primeiros princípios para realizar previsões sobre como outros sistemas vivos podem se comportar, e inclusive testar suas previsões em ambientes biológicos da vida real - um exercício que pode rapidamente crescer em complexidade quantitativa até mesmo nos casos aparentemente mais simples.

Na última quarta-feira, Bialek irá discutir sua posição sobre a otimizaçãobiológica no Centro de Graduação da Universidade Municipal de Nova York, numa palestra pública encantadoramente intitulada de “Mais perfeito do que imaginávamos: A visão de um físico sobre a vida”.

Bialek é professor visitante na escola de graduação, onde ajudou a estabelecer uma “iniciativa para as ciências teóricas” dedicando-se à grande emulsificação da matemática, neurociência, física de matéria condensada, computação quântica, química computacional e ocasionais seminários sobre a física de mousses e marshmellows. [...]

Bialek e seus colegas consideraram a dinâmica de uma grande molécula de sinalização no embrião da drosófila, chamada “bicoide”. Já se sabia que pedaços da bicoide eram dispensados na ponta de um óvulo de drosófila pela mãe, que as moléculas se difundiam na direção da cauda durante o desenvolvimento, e que a concentração relativa de bicoide em qualquer ponto ajudava a determinar a segmentação da forma de uma drosófila em desenvolvimento.

Mas como, exatamente, a mosca traduz algo tão amorfo e sem fronteiras quanto o escoar de uma mancha de óleo na grade de precisão da segmentação corporal? Os pesquisadores calcularam que, para operar de forma otimizada, cada célula no embrião em desenvolvimento combinaria a força de seu sinal bicoide contra um intervalo geral de possíveis forças de sinais, basicamente comparando anotações com seus vizinhos.

Naturalmente, experimentos posteriores mostraram que células embrionárias de moscas realizam precisamente esse tipo de combinação quantitativa em reação a um pacote de estímulos bicoide. “Esse é um daqueles casos em que poderíamos ter fracassado radicalmente”, disse Bialek, “mas tivemos resultados melhores do que poderíamos esperar”.

Outros pesquisadores mostraram que um micróbio E. coli, enquanto percorre seu caminho através de um ambiente quimicamente caótico e na direção de alimento, depende de um algoritmo similar de “comparar-contrastar-agir”, embora neste caso a troca de anotações ocorra entre receptores de superfície na frente, nas laterais e na traseira da bactéria. “A confiabilidade de sua tomada de decisões é tão alta”, afirmou Bialek, “que ele não obteria um desempenho melhor nem se contasse cada molécula em seu ambiente”.

Emanuel Todorov, neurocientista da Universidade de Qashington, disse que uma forma de identificar casos prováveis de otimização é encontrar sistemas biológicos que sejam onipresentes, antigos e resistentes e mudanças. “Os músculos da maioria das espécies são bastante similares”, disse ele, “e dentro de cada fibra muscular estão as mesmas moléculas orgânicas e compridas, a mesma actina, miosina e troponina que se fecham sobre si mesmas para gerar força.” Claramente, o mecanismo tripartido de todo movimento animal, segundo ele, está muito próximo de uma máquinaotimizada que, por si só, não precisa de reinvenção.

Todorov estudou como usamos nossos músculos, e aqui ele também encontrou evidências da otimização em ação. Ele aponta que nossos movimentos corporais são “não-repetíveis”: podemos fazer o mesmo movimento uma vez após a outra, e a cada vez ele será levemente diferente. “Você pode dizer, bem, o corpo humano é desleixado”, disse ele, “mas não,somos mais bem projetados do que qualquer robô.”

Ao realizar um dado movimento, o cérebro foca nos elementos essenciais da tarefa, e ignora ruídos e flutuações na rota para o sucesso. Se você está tentando acender um interruptor de luz, o que importa se o cotovelo está para baixo ou para o lado, ou se seu pulso treme - desde que seu dedo atinja o interruptor/alvo? Todorov e seus colegas criaram modelos para diferentes movimentos e determinaram que a melhor abordagem é aquele instável, sempre em variação.

Ao tentar corrigir todas as pequenas flutuações, explicou ele, você não só gastará mais energia desnecessariamente, cansando seus músculos com mais rapidez, como também introduzirá mais ruído no sistema, amplificando as flutuações até que todo o processo seja comprometido. “Assim chegamos à inusitada conclusão”, disse ele, “de que a forma otimizada de controlar movimentos permite certa quantidade de flutuação e ruídos.”

O cérebro também parece preparado para tolerar erros e ruídos. Simon Laughlin, da Universidade de Cambridge, propôs que o sistema de condutores do cérebro foi miniaturizado ao máximo, condensado em favor da velocidade ao pico físico da fidelidade de sinalização. Segundo Charles Stevens, do Instituto Salk, nosso cérebro distingue ruídos de sinais através da redundância de neurônios e de um sagaz nivelamento médio do que aqueles neurônios têm a dizer. Nós somos como micróbios buscando por comida, e por que não? As bactérias estão por aqui há quase quatro bilhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Elas possuem uma sobrevivência otimizada. E podem nos mostrar o caminho.

(New York Times News, via Yahoo Notícias)

Nota: Defeitos na visão (ou coisas parecidas) são usados para tentar refutar o argumento do design inteligente. O que Bialek está sugerindo é que os cientistas devem ter mais humildade para admitir que não sabem de tudo e que nem sempre aquilo que parece defeito estrutural num órgão o é de fato (o que falta é conhecimento sobre as funções do órgão). Faço apenas uma observação quanto à matéria acima: substitua a palavra “otimização/otimizado(a)” por “design inteligente” e tudo ficará bem mais lógico. Não consigo imaginar “forças aleatórias” e acaso cego otimizandocoisa alguma.[MB]

Bióloga transexual ataca tese de Darwin

Em sua primeira visita ao Brasil, a bióloga americana Joan Roughgarden, 64, professora da Universidade Stanford e referência em estudos sobre homossexualidade no mundo animal, atacou a teoria de seleção sexual de Charles Darwin. Para a cientista, que em 1998 fez uma cirurgia de mudança de sexo e deixou de se chamar Jonathan para virar Joan, Darwin estava “profundamente equivocado” ao descrever padrões rígidos de distinção entre os sexos. O conceito de seleção sexual é um dos componentes da teoria da evolução. Darwin diz que as fêmeas, por gastarem mais tempo e energia com a criação da prole, tendem a ser mais recatadas, escolhendo os parceiros rigidamente, muitas vezes com base em características físicas exageradas - as caudas dos pavões ou os chifres dos veados, por exemplo. Tais traços serviriam, para as fêmeas, como indicador de qualidade genética, enquanto os machos tenderiam a ser mais promíscuos.

Roughgarden se opõe a isso e afirma que não há um padrão rígido de comportamento para machos e fêmeas. Haveria, na realidade, várias gradações entre o feminino e o masculino. Ela cita várias pesquisas indicando que, na natureza, nem mesmo a relação entre macho e fêmea pode ser considerada padrão. “Há mais de 300 espécies de vertebrados com registro de homossexualidade. Um terço dos peixes de recifes de coral pode trocar de sexo durante a vida. A seleção sexual não explica isso”, diz.

No lugar do conceito de Darwin, Roughgarden propõe a teoria de “seleção social”. Além de compreender as várias gradações entre os gêneros, a teoria afirma que, na natureza, é comum haver sexo sem fins reprodutivos. Como exemplo, ela cita os bonobos, primatas africanos que usam sexo como forma de integração e interação social, além de outros bichos.

Lançado há um ano, seu último livro, The Genial Gene, aprofunda as críticas. Um dos principais alvos é o zoólogo Richard Dawkins, ex-professor da Universidade de Oxford e defensor da visão darwinista clássica. Para a bióloga, Dawkins e outros dão peso excessivo à competição no processo evolutivo. Ela acusa as universidades britânicas de ignorar qualquer indício de erros na teoria da seleção sexual.

“Charles Darwin é um herói nacional. Por isso, admitir que existe uma falha no seu raciocínio tem um significado enorme. É como se estivessem desmoralizando a nação”, afirmou.

(Folha de S. Paulo, 11/11/2010)

Nota: Charles Darwin é mais que um herói nacional britânico; para muito darwinistas, ele é o maior cientista de todos os tempos – e ouse criticá-lo em público pra ver só! Imagino que as conclusões de Roughgarden se devam também à sua subjetividade comportamental/sexual. Isso é mais uma evidência de que cientistas não são máquinas objetivas. A posição da cientista também ajuda a evidenciar o fato de que o darwinismo não é unanimidade científica e que as críticas a essa hipótese não são levantadas apenas por criacionistas. Ainda segundo a matéria da Folha, além da homossexualidade, a relação da religião com a biologia também é um dos objetos de estudo de Roughgarden. Em 2006, a pesquisadora lançou um livro em que defende a compatibilidade entre a teoria da evolução e a fé cristã. Essa suposta compatibilidade entre darwinismo e religião é o “canto da sereia pragmático para engabelar os de subjetividades religiosas”, na definição do coordenador do Núcleo Brasileiro de Design Inteligente, Enézio E. de Almeida Filho. Conforme lembra Enézio, St. George Jackson Mivart (personagem de sua dissertação de mestrado em História da Ciência), um dos maiores críticos científicos do papel da seleção natural na origem das espécies, foi expulso do círculo íntimo de Darwin e da comunidade científica (Thomas Huxley e Joseph Hooker fizeram de tudo para que Mivart não fosse aceito nas organizações científicas) impedindo, assim, seu avanço acadêmico justamente por, como evolucionista, promover a compatibilidade da evolução com a religião.[MB]

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Criança de QI alto e vegetarianismo

Crianças inteligentes são mais propensas a virarem vegetarianas na fase adulta, diz um estudo divulgado na publicação britânica científica British Medical Journal. Uma equipe da Universidade de Southampton descobriu que entrevistados vegetarianos na faixa dos 30 anos de idade haviam apresentado, em média, cinco pontos a mais no teste de QI feito quando tinham 10 anos do que os não-vegetarianos.

Os cientistas dizem que essa ligação pode explicar porque pessoas de QI mais alto são mais saudáveis, tendo em vista a associação de dieta vegetariana com índices baixos de obesidade e doenças cardíacas. Dos 8.179 pesquisados, 366 se disseram vegetarianos. Em testes realizados em 1970, os que hoje são vegetarianos apresentaram uma média de QI de 106, comparado com a média de 101 dos não-vegetarianos. As médias, entre as mulheres, foram de 104 (vegetarianas) e 99 (não vegetarianas). ...

"A descoberta de que crianças mais inteligentes têm uma tendência maior a se tornarem vegetarianas, em conjunto com evidência de benefícios potenciais de uma dieta vegetariana, pode explicar porque um QI maior na infância é relacionado com um risco reduzido de doenças cardíacas na vida adulta", disse Catherine Gale, da equipe de pesquisadores. Ela reconhece, entretanto, que a ligação pode ser apenas relacionada com estilos de vidas diferentes, como a escolha de jornais, por exemplo. 

Já o dr. Frankie Phillips, da British Dietetic Association (Associação Dietética Britânica), disse: "É como a história do ovo e da galinha. As pessoas viram vegetarianas porque tem QI alto ou porque são mais atentas à questões ligadas à saúde?". 

(Terra)

Calvin e os veados assassinos


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Abelhas fazem cálculos complexos

Abelhas podem solucionar problemas matemáticos complexos, superando até a capacidade de computadores para cálculos. Esse é o cerne de um estudo desenvolvido por cientistas do departamento de ciências biológicas, a Royal Holloway, da Universidade de Londres, no Reino Unido. Os insetos aprendem a pegar a rota mais curta para chegar até as flores que costumam ser encontradas aleatoriamente pelo caminho. Ou seja, a que economiza tempo e poupa gasto de energia, um dos princípios da questão matemática conhecida como “problema do caixeiro-viajante” (“traveling salesman problem”, em inglês). “Apesar de seu pequeno cérebro, elas são capazes de façanhas extraordinárias”, comenta Nigel Raine, que participou da pesquisa. 

A conclusão foi possível com a ajuda de um computador que controlou flores artificiais para identificar o comportamento das abelhas. A ideia era mostrar se os insetos seguiam uma rota comum conforme encontravam as flores ou se procuraram instintivamente a mais curta. Depois de explorar a região florida, elas rapidamente tendem a voar pela rota mais curta. 

(Folha.com)

Leia também: “Bees’ tiny brains beat computers, study finds” e “Abelhas resolvem dilema da computação” (esta matéria traz o seguinte subtítulo: “Com um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete, as abelhas resolvem rapidamente um problema matemático que deixa os supercomputadores ocupados por dias”)

Nota: Se você encontrasse um nanocomputador capaz de realizar cálculos complexos em poucos instantes, concluiria que ele poderia ser fruto de mutações aleatórias não direcionais selecionadas naturalmente? Trocando em miúdos simplificados: Você acreditaria que esse superminicomputador poderia ser fruto do acaso cego? Pois é, nem eu...[MB]

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ateu defende ensino criacionista e livro de Meyer






O proeminente ateu Thomas Nagel, filósofo respeitado e influente, laureado com o prêmio Schock na categoria Filosofia e Lógica, escolheu Signature in the Cell: DNA and the evidence for Intelligent Design, de Stephen C. Meyer, como um dos melhores livros de 2009. De quebra, ele ainda defendeu recentemente ("Public Education and Intelligent Design", Philosophy & Public Affairs 2008) que o criacionismo não é pseudociência, é um tipo de ciência e não deve ser proibido. Pra variar, a reação dos ateus militantes foi de puro fanatismo. Foi o caso de Brian Leiter e sua clara tentativa de silenciar Nagel.

                                    (Colaboração: Ronaldo Ewerton)

Nota: Ainda não entendi o que as editoras brasileiras estão esperando para traduzir e publicar o livro de Meyer. Parece que deram as mãos ao ateísmo militante de Richard Dawkins et al, pois é só ele escrever algo novo que já sai por aqui.[MB]

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cem anos de testes com a drosophila e nada de evolução


22 de julho de 2010 marcou o centésimo aniversário das pesquisas genéticas usando as moscas da fruta. O primeiro estudo desse tipo foi publicado na revistaScience em 1910 e descreveu a aparição inesperada de uma mosca da fruta macho com olhos brancos após gerações de moscas com olhos pigmentados. Isso inaugurou um século de estudos que se concentraram nas mutações das moscas da fruta. Mas o que realmente se aprendeu com tudo isso? Na maior parte do século passado – e especialmente desde a descoberta do DNA como molécula que carrega informações físicas hereditárias –, as mutações foram o conceito dominante da evolução neodarwinista tido como o gerador central de informações novas e úteis. Assim, as mutações, se fossem selecionadas naturalmente, teriam o poder de conduzir a evolução de todas as coisas vivas na direção da melhoria positiva.

As moscas da fruta, com seu tempo curto de uma geração a outra e apenas quatro pares de cromossomos, representaram excelente campo de testes para a evolução. Em laboratórios de todo o mundo, elas foram submetidas a todo tipo de mutação, induzindo fenômenos, incluindo produtos químicos e tratamentos de radiação, para tentar acelerar as mutações na tentativa de “imitar a evolução”. Depois de tudo isso, era de se esperar que as moscas da fruta de fato exemplificassem a evolução. Mas eles não fizeram isso.

Assim, não tendo conseguido a progressão evolutiva em moscas da fruta por esses meios aleatórios, os pesquisadores mudaram o foco de inúmeras pesquisas para a manipulação intencional dos genes. As mais populares, a partir de uma perspectiva evolucionista, foram as experiências com os genes chamados HOX.

HOX (uma abreviação de Homeobox) são genes utilizados pelo organismo durante o desenvolvimento embrionário. Muitos argumentaram que seria mais simples para a evolução operar através da mutação desses genes, uma vez que uma pequena alteração pode produzir grande efeito no corpo da mosca. No entanto, isso foi antes de os estudos recentes mostrarem que o desenvolvimento embrionário é mais influenciado pelo DNA regulador, e não por genes. E mutações (através da substituição, exclusão ou duplicação) de genes de desenvolvimento como o HOX sempre resultaram apenas em moscas mortas, moscas normais (se a mutação aconteceu sem ter nenhum efeito notável) ou em pequenos monstros. Nenhum desses resultados corresponde à melhoria “positiva” esperada da evolução darwiniana.

Segmentos corporais extras, um conjunto extra de asas ou pernas no lugar das antenas caracterizam as formas estranhas que foram geradas. Três gerações de alterações específicas no DNA produziram moscas com quatro asas – mas elas não conseguiram voar. As asas extras não tinham músculos e representaram peso morto. Stephen Meyer conclui: “Moscas mutantes que produzem quatro asas sobrevivem hoje apenas em um ambiente cuidadosamente controlado e somente quando pesquisadores qualificados meticulosamente orientam seus estudos por meio de um estágio não-funcional após o outro. Essa experiência cuidadosamente controlada não nos diz muito sobre o que mutações não direcionais podem produzir na natureza” (Stephen C. Meyer, Explore Evolution: The Arguments for and Against Neo-Darwinism, p. 105).

Em seu livro Evolution, Colin Patterson resumiu a esperança perdida de encontrar a evolução nas pesquisas com o HOX: “Os efeitos espetaculares das mutações do gene homeobox foram vistos pela primeira vez na Drosophila, no início da história da genética. Portadoras de algumas dessas mutações com certeza podem ser qualificadas como monstros – embora sem muita esperança” (Colin Patterson, Evolution, p. 114).

Considerando que os estudos com as moscas da fruta têm fornecido informações importantes sobre como genes, nervos, longevidade e outras máquinas e processos biológicos funcionam, nenhum progresso foi feito na tentativa de acelerar a evolução desses insetos por mutações. Os sobreviventes dos cem anos de torturas em laboratório ainda são apenas moscas.

(Institute for Creation Research)

Nota: Conforme Enézio E. de Almeida Filho, “a Drosophila melanogaster‘teima’ em não ‘confessar’ e tampouco demonstrar o fato, Fato, FATO da evolução depois de ser ‘cientificamente torturada’ por um século! Cruz, credo! Nem sob tortura se aceita a evolução!” Enézio, que é mestre em História da Ciência, está levantando bibliografia para um artigo sobre o uso das mosquinhas das frutas, e a conclusão parcial a que se chega, segundo ele, é que a natureza não faz as alterações realizadas em laboratórios pelos cientistas, geralmente por meio de radiações. “E olha que pela cronologia dos milhões de anos, a natureza, como laboratório natural, não fez o que eles fizeram”, conclui.[MB]

Nota: Meu amigo Michelson Borges foi quem me inspirou a fazer esse blog. Visite-o também: www.criacionista.blogspot.com

BioCriacionismo na área

Hoje é um dia muito importante para o mundo dos blogs pois mais um está nascendo.
Seja bem vindo ao Blog BioCriacionista. Este Blog foi construído por necessidade científica de saber mais sobre um assunto muito discutido no mundo a vários anos, A Origem da vida!!!
O mundo fala muita coisa sobre isso (muita abobrinha as vezes) mas será que alguém estar certo?
Saiba como as marcas de um Deus criador ainda estão em evidência no mundo acompanhando as novidades do mundo científico nessa espaço feito pra você que não se conforma com a idéia de ser parente de um ser unicelular mais que quer ter a certeza de que é filho de um Rei.
Aproveite todos os recursos desse lugar (apesar de ser novo).