segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cientista de 13 anos revoluciona a forma de captar energia solar

Aidan Dwyer (Foto: Reprodução)

Aidan Dwyer (Foto: Reprodução)


A invenção de um menino de 13 anos pode modificar a forma como coletamos energia solar nos dias de hoje. Aidan Dwyer, um rapazinho americano, bolou uma maneira de organizar os painéis solares que garante um melhor aproveitamento da luz e, assim, uma maior produção de energia.Semelhante a uma pequena planta, o invento do menino aumenta a eficiência do mecanismo entre 20% a 50%.


Instigado pelo mecanismo utilizado pelas árvores para absorver luz solar, Dwyer teve uma ideia que lhe rendeu o prêmio de Jovem Naturalista, concedido pelo Museu Americano de História Natural. A atual maneira de gerar energia através da luz do sol consiste em arranjar os painés solares horizontalmente, ao contrário do sistema bolado pela própria natureza. Após estudar durante algum tempo, o menino decidiu montar em um suporte vertical pequenos painéis, de forma que estes ficassem organizados como folhas em galhos. E funcionou.

Árvore-solar (Foto: Reprodução)
Árvore-solar (Foto: Reprodução)

Os testes realizados com o experimento mostram que, comparado ao mecanismo original, a árvore-solar de Dwyer é muito mais eficiente. Inclusive em épocas de menor incidência solar, tais como o inverno, a novidade leva a melhor. Além disso, o sistema, justamente por ser vertical, não é "enterrado" pela neve e também é menos prejudicado pela chuva.

O menino, ao explicar o funcionamento do seu modelo, ainda ressaltou outra vantagem: para ambientes urbanos, que carecem de espaço, ele é ideal. Além do que, acrescentou, a semelhança com uma árvore torna tudo ainda mais bacana.

Resta saber se existirão empresas interessadas em replicar a ideia em escala maior. Por enquanto, os modelos do menino têm se saído muitíssimo bem. O mais interessante é que o projeto de Aidan Dwyer não foi feito para uma grande feira internacional, mas sim para a feira de ciências da escola. Aos 13 anos, esse pequeno inventor já conta com diversos entusiastas e alguma notoriedade ao redor do mundo.

Fonte:
A invenção de um menino de 13 anos pode modificar a forma como coletamos energia solar nos dias de hoje. Aidan Dwyer, um rapazinho americano, bolou uma maneira de organizar os painéis solares que garante um melhor aproveitamento da luz e, assim, uma maior produção de energia.Semelhante a uma pequena planta, o invento do menino aumenta a eficiência do mecanismo entre 20% a 50%.

Isadora Díaz. Cientista de 13 anos revoluciona a forma de captar energia solar. TechTudo. Disponível em: http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2011/08/cientista-de-13-anos-revoluciona-forma-de-captar-energia-solar.html

NOTA: Interessante notar que do jeito que o ser humano tentava coletar energia solar é menos eficiente. Dai aparece um rapaz que, na sua humildade, observou uma planta e a forma com que suas folhas encontram-se posicionadas para colher energia luminosa e adaptou uma criação humana com uma criação de Deus. O resultado está evidente no artigo acima. Enquanto muitos cientistas PhD’s, catedráticos e experts estavam anos em seu laboratório para aumentar a eficiência da placa solar em 10%, o rapaz observou um sinal de planejamento inteligente da planta e seu tropismo solar. Parabéns ao cientista!
 Acesso em 21 ago. 2011.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SQR: Criação X Evolução



Retirado de Criacionismo.

Pedagogia Adventista



Li essa semana o livro Pedagogia Adventista, e por gostar muito sobre como ele aborda a educação, resolvi apresentá-lo a você.
A Educação Adventista trás uma proposta diferente de todas as correntes pedagógicas existentes, a união entre a Fé e a Ciência, que não são opostos.

"Devido à natureza caída do ser humano, é evidente que nuca haverá avaliações nem educadores ou educandos perfeitos. Cada ser é singular e aprende de forma diferente. Portanto, o sistema educacional deve oferecer diversas propostas de avaliação de tal modo a verificar o cumprimento da missão de desenvolver indivíduos capazes de raciocinar de acordo com os princípios bíblicos e aprender para a vida"
(Pedagogia Adventista. pag.99)

"O programa curricular de estudo leva em consideração todas as dimensões do verdadeiro conhecimento, a metodologia de ensino favorece a participação ativa do estudante a fim de aplicar na prática o que aprendeu, sendo apropriado sendo apropriado para cada área do conhecimento a à cultura em que vive. A avaliação te um propósito construtivo e sempre procura alcançar o elevado ideal divino da excelência."
(Pedagogia Adventista. pag. 104)

Hoje a Educação Adventista tanto de escolas, colégios e universidades é reconhecida em todo o mundo como uma das mais eficazes.
Se você quiser conhecer mais sobre a Educação Adventista, acesse o site(Clique aqui)

domingo, 14 de agosto de 2011

1º Simpósio Universitário da União Norte Brasileira.



Nesta seta-feira (12/08) iniciou-se o 1º Simpósio Universitário da União Norte Brasileira, Com o tema "Razões Para crer" patrocinado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Com a presença de palestrantes muito bons, como o Dr. Rodrigo Silva, Pr. Leonino Barbosa, Dr. Helio Pothin que asseguraram a alta qualidade do evento. As inscrições foram feitas pelo site do simpósio (clique aqui).
Um dos poucos eventos, sobre criacionismo, ao qual temos acesso neste mundo dominado por pensamentos errôneos sobre a Origem Humana. Esperamos que eventos como esse aconteçam com mais frequência. (Gen. 1:1; Sl. 19:1)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Agora Biocriacionismo tem Twitter!



A partir de hoje você está convidado a se unir à nós no Twitter do Biocriacionismo. Nele você fica sabendo das ultimas atualizações feitas no blog, de um jeito fácil e rápido.
A acessibilidade é tão facilitada que pode ser visto por qualquer dispositivo móvel!
Te esperamos lá! Follow me!

Quem é vivo sempre aparece!



Mais uma vez estive fora durante um longo tempo (quase quatro meses!), mais não desisti de trazer a você, caro leitor, conteúdo de alta qualidade.
Aqui você pode contar com informações seguras, descontraídas e atualizadas.
Se você já é um leitor assíduo de nosso blog, continue desfrutando de tudo o que ele pode lhe proporcionar, agora com nosso e-mail para nos escrever seus comentários, idéias, inquietações e opiniões. Fique a vontade também para nos seguir em nosso Twitter, lá, fique sabendo sobre as ultimas postagens feitas no blog, e divulgue para seus amigos. Mas se você é novo por aqui, sinta-se a vontade para analisar o blog e dar sua opinião a respeito do que achou dele.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Mecanismo molecular da fecundação




Um mecanismo molecular que ajuda o espermatozoide humano a detectar e chegar até os óvulos está descrito em dois artigos publicados nesta quinta-feira (17/3) no site da revista Nature. De acordo com a publicação científica, as pesquisas destacam o papel de um inusitado canal de íons e poderá ajudar no desenvolvimento de novas classes de anticoncepcionais não hormonais. Os estudos independentes foram conduzidos pelo grupo de Yuriy Kirichok, na Universidade da Califórnia em San Francisco, Estados Unidos, e por Benjamin Kaupp, do Center of Advanced European Studies and Research, e colegas. Células do cúmulos (que envolvem os óvulos) liberam progesterona, que induz o influxo de íons de Ca2+ (cálcio) nos espermatozoides. A progesterona é um hormônio esteroide produzido, a partir da puberdade, pelo corpo lúteo (que também libera estrógeno) e pela placenta durante a gravidez. O influxo de íons de Ca2+ leva a um aumento na atividade dos espermatozoides e estimula o movimento da célula reprodutiva masculina em direção ao óvulo.

Os novos estudos ajudam a esclarecer os mecanismos desse processo. Os dois grupos demonstraram que a progesterona ativa um canal de cálcio sensitivo ao pH chamado CatSper, o que causa um rápido influxo de íons de cálcio nos espermatozoides.

Como outros hormônios esteroides, a progesterona atua normalmente por meio de um receptor intracelular, mas as novas pesquisas destacam que, nos espermatozoides, o hormônio feminino pode sinalizar por meio de um mecanismo não genômico.

Se a ativação do CatSper é o único efeito da progesterona na sinalização de Ca2+ é algo que futuras pesquisas poderão esclarecer.

(Agência Fapesp)

Nota: Sempre me chama atenção o fato de não serem mencionadas “explicações” darwinistas para certos processos, quando o assunto envolve complexidade em níveis extremos (o mesmo ocorre com o sensacional artigo “Por que a mãe não rejeita o feto”, que eu comentei aqui). Afinal, como explicar que um mecanismo como o descrito acima tenha “evoluído” (surgido) no corpo da mulher a fim de orientar os espermatozoides que são produzidos no corpo masculino? Como explicar essa evolução simultânea de gametas tão interdependentes e perfeitamente compatíveis desde sempre? Se você optar pelo design inteligente, estará argumentando com base no pensamento lógico de que um projeto elaborado pressupõe um projetista. Se optar pelo acaso cego, terá que, forçosamente, admitir que é mais crente do que os criacionistas.[MB]

Leia também: "Quando os espermatozoides 'surgiram'?" e "A fantástica interação óvulo-espermatozoide"

Esperma age como antidepressivo natural



Publicado na revista Scientific Americanum artigo sobre o estudo que conclui que o esperma age como um remédio natural para depressão. Sim, fazer sexo faz bem para o corpo e a mente, mas o caso aqui não se trata de uma questão emocional, mas, sim, fisiológica. Segundo o estudo, feito pela Gallup and Rebecca Burch, em conjunto com o psicólogo Steven Platek, da Universidade de Liverpool, é possível que o esperma atue sobre as mulheres como um antidepressivo natural. Aparentemente, logo que o esperma é absorvido pela vagina, ele age sobre os hormônios femininos. O sêmen masculino é rico em componentes químicos como neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores, entre eles a serotonina, um dos mais famosos e conhecidos antidepressivos, e oxytocic, conhecido como o hormônio da confiança e do amor. Boa notícia, mas nem por isso devemos esquecer a camisinha. Sexo seguro é sempre a melhor escolha. [...]

(M de Mulher)

Nota: Cada vez as pesquisas surpreendem mais os estudantes da sexualidade humana. A interação perfeita entre os sexos é algo impressionante e aponta para o design inteligente. Como explicar de outra maneira a fina interação química entre o sêmen e os hormônios femininos? Já é difícil (senão impossível) do ponto de vista darwinista explicar a diferenciação anatômica e fisiológica compatível entre macho e fêmea (uma dupla mutação que deveria ter ocorrido numa mesma época e num mesmo espaço geográfico), agora imagine explicar na base da tentativa e erro esses requintes emocionais relacionados com neurotransmissores, hormônios, endorfinas e imunossupressores. Essa pesquisa sugere também que os órgãos sexuais anatômica e bioquimicamente projetados para o sexo são o pênis e a vagina. A notícia apenas escorrega no fim, quando recomenda o uso da camisinha (o que obviamente bloqueia a capacidade antidepressiva do sêmen) para a prática do “sexo seguro”. O verdadeiro sexo seguro é aquele praticado com a pessoa certa, no momento certo e no contexto certo. Ou seja, nos limites do casamento.[MB]



Leia também: "Sexo é bom – no contexto certo" e "Beijar o mesmo homem protege contra doença"

Você pode ser descendente de marcianos, diz o MIT




Um grupo de cientistas americanos vem desenvolvendo um instrumento para analisar a possível existência de organismos vivos com genes comuns em Marte e na Terra, informou na quarta-feira o Massachusetts Institute of Technology (MIT). A pesquisa, denominada “Busca de Genomas Extraterrestres” (SETG), é levada a cabo dentro do Departamento de Ciências Terrestres, Planetárias e Atmosféricas do MIT. As premissas das quais o estudo parte são que o clima na Terra e em Marte eram muito similares na origem do sistema solar, que várias rochas marcianas viajaram à Terra fruto do choque de asteroides e que evidências indicam que alguns micróbios podem sobreviver os milhões de anos de distância [?] entre os dois planetas. Além disso, segundo o MIT, a dinâmica orbital indica que é 100 vezes mais fácil viajar de Marte à Terra do que o contrário. O resto da teoria, se for comprovada, levantaria a possibilidade de os seres humanos serem descendentes de organismos marcianos. [Uau! De descendentes de símios, agora também podemos ser descendentes de marcianos! O que os naturalistas não fazem para descartar o Criador... – MB]

O aparelho desenvolvido pela equipe do MIT, capitaneado pelos pesquisadores Christopher Carr e Clarisa Lui, será desenvolvido para recolher amostras do solo marciano e isolar micróbios existentes ou restos de micróbios, para depois separar o material genético e analisar as sequências genéticas. [É bom lembrar que análises do solo e de rochas marcianos feitas no passado não indicaram qualquer indício de vida em Marte. E mesmo que esses indícios fossem descobertos – o que duvido –, o que provariam? Que a vida foi criada em algum momento, com toda a sua complexidade inerente. Omysterium tremendum continuaria. Os cientistas apenas conseguiriam jogar a batata quente para fora da Terra. – MB]

Posteriormente, essas sequências seriam comparadas [note como já praticamente se assume que as tais sequências serão descobertas] para buscar sinais de padrões quase universais entre todas as formas de vida conhecidas. Embora reconheça que é uma pesquisa “a longo prazo” [ou ad infinitum], Carr indicou que, já que “poderíamos estar relacionados com a vida em Marte, pelo menos deveríamos ir e ver se existe vida relacionada com a nossa”. [Já que existem evidências de design inteligente na criação, de que um dilúvio cobriu toda a superfície da Terra e de que a Bíblia pode sugerir linhas de pesquisa, especialmente na área da arqueologia, poderíamos destinar verbas para pesquisar essas possibilidades. Que tal?]

A equipe do MIT afirmou que pode levar cerca de dois anos para desenvolver o protótipo do SETG, mas que, uma vez desenvolvido, seria factível integrá-lo como uma broca em um veículo espacial de uma futura missão que viaje à superfície de Marte para recolher estas mostras. [Ou seja, emprego garantido por mais alguns bons anos.]

Desde que os dois módulos Viking da Nasa aterrissaram em Marte em 1976, nunca mais foram enviados instrumentos à superfície marciana para buscar evidências de vida.

Já o astrobiólogo Christopher McKay, do Centro de Pesquisa da Nasa-Ames, na Califórnia, afirmou que “é plausível que a vida em Marte esteja relacionada com a vida na Terra e, portanto, compartilhemos genética”. [Ficção por ficção, ainda prefiro Star Trek.]

(Folha.com)

Nota: Deve estar sobrando dinheiro no MIT, pois eles investem até em pesquisas sem objeto de estudo, como essa busca de “genomas extraterrestres”. Depois o pessoal do design inteligente é que é irracional por querer demonstrar que existem evidências (bem concretas) de um projeto inteligente por trás da complexidade informacional da vida (informação sempre depende uma fonte informante). Mas, como Deus não pode existir (posição assumida a priori pelos naturalistas), esqueça pesquisas que deem uma pontinha de razão para a existência do sobrenatural.[MB]

Criacionistas realizam encontro em abril em Brasília



A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) promove, nos próximos dias 1º e 2 de abril, mais uma edição do seminário “A Filosofia das Origens”, desta vez na capital federal, Brasília. O local será o auditório Ulysses Guimarães, da Universidade Paulista (Unip). Estão confirmadas as presenças de especialistas como o médico Carlos Gama Michel, a engenheira eletricista Daniela Simonini Teixeira, o físico Eduardo Lütz, o geólogo Marcos Natal de Souza Costa, o farmacêutico Marcus Vinicius da Silva Coimbra, a bióloga Queila de Souza Garcia, e o químico Tarcísio Vieira. A grade de palestras pode ser vista aqui. Para os que se interessam em saber mais sobre o conflito entre criacionismo e evolucionismo, na edição de dezembro de 2010 da Revista Adventista foi publicado um artigo intitulado “Criacionismo e Evolucionismo”, de autoria do geólogo Nahor Neves Souza Jr., doutor em Engenharia pela USP, diretor da filial brasileira do Geoscience Research Institute e professor no Centro Universitário Adventista (Unasp), campus Engenheiro Coelho, SP. No artigo, o geólogo define o criacionismo bíblico, faz a diferenciação exata em relação ao evolucionismo e ainda relaciona, com informações provenientes de pesquisas, as recentes catástrofes (como terremotos e tsunamis) com o dilúvio registrado no livro de Gênesis. Clique aqui para ler o artigo na íntegra. 

(Felipe Lemos, ASN)


Nota: Mais informações acesse http://www.scb.org.br. Que bom que os criacionistas não se escondem.

O que mostra o melhor exemplo de “evolução”?



Desde a época de Darwin, os biólogos reconhecem a evolução da vida. Porém, nos últimos 25 anos, alguns pesquisadores argumentam que certos organismos são melhores em evoluir do que outros pelas diferenças de seus genomas. As espécies com menos probabilidade de evoluir, em contraste, são rígidas demais para tirar vantagem das novas mutações ou para encontrar novas soluções para a sobrevivência. Muitos biólogos concordam que a capacidade de evoluir faz sentido na teoria. No entanto, encontrar evidências no mundo natural tem se mostrado difícil. Parte do problema é que a seleção natural pode levar um longo tempo para agir numa espécie. Também é difícil para os pesquisadores identificarem as mutações por trás da evolução. Mas na edição mais recente da Science, uma equipe de pesquisadores relata um exemplo detalhado sobre a capacidade evolutiva em ação, que ocorreu bem diante de seus olhos num laboratório. “Acho um trabalho brilhante”, diz um dos pesquisadores líderes sobre a capacidade evolutiva, Massimo Pigliucci, professor do Lehman College no Bronx, Nova York. 

O novo estudo surgiu a partir do experimento contínuo mais duradouro sobre a evolução, iniciado em 1988 quando Richard E. Lenski, hoje na Universidade do Estado de Michigan, colocou em 12 frascos cópias idênticas de Escherichia coli. Ele e seus colegas cultivaram a bactéria com uma dieta escassa de glicose desde então. Ao longo das 52 mil gerações, a bactéria se adaptou ao ambiente peculiar. A cada 500 gerações, Lenski e seus colegas congelam algumas das bactérias, que podem ser aquecidas para serem comparadas a seus descendentes evoluídos [melhor seria dizer “adaptado”]. 

Lenski e seus colegas selecionaram uma das 12 linhagens para um estudo mais próximo. “Queríamos rastrear a ordem nas quais as mutações apareciam e tirar um sentido disso”, conta. Os cientistas observaram que, após 500 gerações, dois tipos de E. coli eram dominantes no frasco, cada uma com um conjunto distinto de mutações. No entanto, após mil gerações, apenas um tipo permaneceu. Lenski e seus colegas o batizaram de “ganhadores”. 

Eles quiseram demonstrar o curso dessa vitória sobre os perdedores e aqueceram ambos os tipos da 500ª geração, e fizeram com que competissem entre si. Os cientistas esperavam que o resultado fosse uma conclusão inevitável: os vencedores já estariam mostrando sua superioridade. Ainda assim, o experimento foi feito em nome da exatidão. “Queríamos colocar os pingos nos is”, explica Lenski. 

Para surpresa dos pesquisadores, eles estavam errados. Na 500ª geração, os supostos perdedores eram muito superiores, crescendo 6,5% mais rápido do que os que seriam vencedores. Nesse ritmo, eles levariam os supostos vencedores à extinção em 350 gerações. [...]

(Folha.com)

Nota: Antes de mais nada, é bom destacar o fato de que a pesquisa acima lida apenas com a diversificação de baixo nível (“microevolução”), já que, depois de milhares de gerações, as bactérias continuam sendo bactérias. Como sempre, falta esclarecer ao leitor o que os cientistas e os jornalistas querem dizer quando empregam o termo “evolução”. Além disso, a admissão inicial de que “encontrar evidências [de evolução] no mundo natural tem se mostrado difícil” é bem-vinda.[MB]

Fóssil conserva anatomia de criatura



Um fóssil de 525 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista] descoberto na província chinesa de Yunnan contém detalhes anatômicos raros de uma criatura marinha, o Galeaplumosus abilus, que pertence ao filo dos hemicordados. Bem preservado, o fóssil possui uma carapaça que protege partes mais delicadas como vários pares de tentáculos que foram usados para coletar alimentos - os plânctons. A descoberta, retratada na versão on-line doCurrent Biology, pode dar indicações sobre a evolução dos vertebrados. 

(Folha.com)

Nota: Antes de conseguirem "indicações sobre a evolução dos vertebrados", os cientistas poderiam explicar qual foi o evento catastrófico que preservou tão bem tantos milhões de fósseis de inúmeras espécies de todos os tamanhos em todas as partes do mundo.[MB]

“Charles Darwin estava errado”



O americano Samuel Bowles, 71 anos, é dono de um currículo invejável. Ph.D em economia pela Universidade Harvard, onde também foi professor durante quase uma década, atualmente ele dirige o Programa de Ciências Comportamentais do Instituto Santa Fé, na capital do Novo México, e leciona na Universidade de Siena, na Itália. Autor de diversos livros, Bowles foi conselheiro econômico em Cuba, na Grécia, do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e dos ex-candidatos à presidência dos Estados Unidos Robert F. Kennedy e Jesse Jackson. Seus estudos sobre a evolução genética e cultural dos humanos têm repercutido em publicações de prestígio, como as revistas Nature e Science, porque põem em dúvida nada menos do que a teoria da evolução, de Charles Darwin, e a ideia de que os homens são inteiramente egoístas. “O comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe”, diz Bowles. “A seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas.”

O senhor defende a ideia de que a gentileza foi fundamental para a evolução humana. Por quê? 

A teoria da sobrevivência do mais gentil é uma crítica à teoria da sobrevivência do mais apto, de Charles Darwin. Diversas pesquisas feitas nos últimos anos, muitas delas por mim, têm mostrado que a seleção natural pode, sim, produzir espécies altruístas e cooperativas – em vez de seres humanos inteiramente egoístas. Darwin estava errado. 

Como o senhor chegou a essa conclusão? 

Por inúmeros fatores. A maioria das pessoas, em certas situações, é completamente altruísta. Muitas vezes, elas são generosas inclusive com estranhos e são extraordinariamente corajosas ao servir suas nações ou suas famílias. Como quando ocorrem desastres naturais ou para defender uma causa. Essa evidência de que os seres humanos não são inteiramente egoístas tem sido bastante estudada recentemente. Há diversos experimentos feitos em laboratórios que mostram que indivíduos que recebem dinheiro para dividir com outras pessoas, em geral, são generosos. Na maioria das vezes, eles fazem isso anonimamente, quando não estão sendo vigiados. Nesses experimentos, a maioria das pessoas não age de maneira egoísta, como costumávamos imaginar no passado, à luz da teoria da evolução. 

Como as pessoas agem? 

Às vezes, são incondicionalmente altruístas, do tipo Madre Tereza de Calcutá. Em outros momentos, só são altruístas enquanto outras pessoas do grupo também agem assim. As pessoas têm compromissos morais. Claro que, em muitas situações, agem por interesse próprio. O egoísmo é uma parte importantíssima do repertório humano e não pode ser ignorado. Mas é fundamental ter em mente que o comportamento humano é muito mais complexo do que a teoria da evolução supõe. [Aliás, muitas outras coisas são muito mais complexas do que a teoria da evolução supõe.]

[...] Tenho estudado o comportamento humano durante toda a minha vida. Se assistirmos à tevê, vemos que há muita gente fazendo coisas incríveis e perigosas para defender uma causa. As manifestações nas ruas do Cairo, no Egito, são um claro exemplo. Talvez, muitos economistas se surpreendam porque acreditam que o “homem econômico” é egoísta. Muitos biólogos também, porque acreditam que a seleção natural só é capaz de produzir animais egoístas. Essa interpretação equivocada da teoria de Darwin é mostrada num livro que será lançado em breve, do qual sou coautor, chamado Uma Espécie Cooperativa: Reciprocidade Humana e sua Evolução.

A espécie humana é essencialmente cooperativa? 

Exatamente. A questão central não é por que pessoas egoístas agem de maneira generosa, mas como a genética e a evolução cultural produziram uma espécie em que um número substancial de pessoas se sacrifica para manter as normas éticas e para ajudar, inclusive, pessoas estranhas. A seleção natural e a transmissão genética de pais para filhos podem, sim, produzir espécies cooperativas. Os primeiros seres humanos – de 50 mil anos atrás, dez mil anos atrás e assim por diante – viveram em condições adversas, de variações climáticas e desafios diante de outros grupos, em que indivíduos egoístas teriam sido bastante prejudiciais na competição pela sobrevivência. Os grupos mais cooperativos foram mais capazes de se reproduzir em larga escala. Creio que essa foi a razão de a espécie humana ter se tornado cooperativa. [Como esse cenário é fictício, poderiam ser dadas outras explicações para esse comportamento humano, sem se partir do mito para justificar o altruísmo.]

[...] O que sabemos é que, em geral, menos de um terço das pessoas é egoísta. Ao contrário do que diz o senso comum, as sociedades mais avançadas economicamente – como os Estados Unidos e países europeus – não são mais nem menos egoístas do que países africanos, asiáticos ou latino-americanos. 

A teoria da sobrevivência do mais apto e a da sobrevivência do mais gentil é mais ou menos presente, dependendo da sociedade estudada? 

Não há uma única sociedade que eu estudei e onde experimentos tenham sido feitos que tenham confirmado a hipótese do “homem econômico egoísta”. Posso dizer, com certeza absoluta, que não há uma única sociedade já descoberta na qual os pressupostos dos economistas ou os da seleção natural – de que a espécie humana é inteiramente egoísta – tenham sido confirmados. O que temos são vários graus e diferentes tipos de altruísmo coexistindo com o autointeresse. [...]

De acordo com a sua teoria, como o comportamento altruísta influenciou a evolução cultural e genética dos humanos? 

A pessoa é altruísta, de acordo com biólogos e também segundo a minha definição, se ajuda os outros sacrificando a si mesma. Para os biólogos, isso significa ajudar as outras pessoas a se adaptar, produzir mais crianças e cuidar delas até que elas próprias possam se reproduzir. Para os biólogos, no entanto, esse tipo de sacrifício só seria possível entre irmãos ou parentes próximos. Porque, se a pessoa abrir mão do próprio sucesso reprodutivo para ajudar um desconhecido, seu tipo altruísta é eliminado. O problema é que essa teoria desconsidera uma questão importantíssima: seres humanos vivem em grupos e nós sobrevivemos por causa disso. Se estivéssemos num grupo em que todos são egoístas, ele funcionaria precariamente e acabaria extinto. [...]

(IstoÉ)

Leia também: “Evolución de sapos desafía la teoría de Darwin” (um bom exemplo de diversificação de baixo nível [microevolução] tido como “evolução”).

RS tinha “dente-de-sabre” herbívoro



A criatura possuía dentes-de-sabre, como os famosos “tigres”, mas não tinha nada de carnívora. O resto da dentição até lembrava a dos mamíferos atuais, com uma diferença crucial: o céu da boca servia para mastigar. Essa anatomia bucal inusitada, nunca vista antes num vertebrado, justifica o nome científico do bicho. O Tiarajudens eccentricus era, de fato, excêntrico - talvez a mais estranha das espécies que povoavam o Rio Grande do Sul há 260 milhões de anos. Um grupo de paleontólogos está apresentando o animal ao mundo hoje, em artigo na prestigiosa revista americana Science. Com 12 centímetros de comprimento e bastante afiados, os caninos parecem máquinas de matar, mas há raros casos de herbívoros com dentes desse tipo, como certos veados asiáticos. Com base nesses exemplos, dá para traçar algumas hipóteses. Os “sabres” poderiam servir para afugentar predadores. Talvez fossem exibidos e/ou empregados durante disputas por poder e parceiros sexuais. Esquisitices à parte, o bicho é importante por mostrar um evento evolutivo [sic] crucial: como surgiram [sic] os especialistas em devorar plantas. 

“A alimentação dele envolvia algum tipo de material vegetal fibroso. A gente sabe que não era capim, porque a grama ainda não havia surgido [sic] naquela época. Talvez algo como folhas e caules”, diz Juan Carlos Cisneros, paleontólogo nascido em El Salvador, atualmente na Universidade Federal do Piauí. Ele é o coordenador do estudo, do qual participaram cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da sul-africana Universidade do Witwatersrand. 

Timidamente, Cisneros pede que não se use a palavra “réptil” para se referir ao T. eccentricus. De fato, o bicho não cabe nas classificações tradicionais que usamos para as espécies de hoje. Embora tenha algo de lagartão (o tamanho era o de uma capivara), faz parte de um grupo de animais ligados aos avós dos mamíferos, os chamados terápsidos. [...]

(Folha.com)

Nota: Certa vez li ou ouvi (não me lembro onde e nem quando) que leões privados de caça foram vistos usando as presas para triturar e comer raízes. A descoberta do Tiarajudens eccentricus pode lançar luz sobre a afirmação criacionista de que, antes do pecado, todos os seres vivos eram vegetarianos. Assim, o fato de um animal possuir presas não significa necessariamente que as presas tenham aparecido depois, por algum processo de adaptação (o que não é impossível). Elas bem podem ter sido usadas para a alimentação herbívora.[MB]

Cérebro de 2,5 mil anos é descoberto intacto!



Pesquisadores da Universidade de York fizeram uma descoberta curiosa na Inglaterra. Eles encontraram um crânio humano de 2,5 mil anos [?] e, dentro dele, o cérebro praticamente intacto. Os cientistas ficaram intrigados com o fato de um órgão tão frágil ter se preservado tanto tempo. A descoberta foi publicada na revista Yorkshire Archaeology Today. As informações são do site Live Science. O crânio, datado entre 673 e 482 a.C, foi retirado de um fosso lamacento da Idade do Ferro, no local da planejada expansão do campus leste da universidade. “Foi simplesmente incrível pensar que o cérebro de alguém que morreu há tantos milhares de anos pôde persistir mesmo em terra úmida”, disse Sonia O’Connor, pesquisadora na Universidade de Bradford, ao site Live Science. O’Connor liderou uma equipe de pesquisadores que avaliou o estado do cérebro, depois que foi encontrado, em 2008. “É particularmente surpreendente, porque se você falar com patologistas que lidam com cadáveres eles dirão que o primeiro órgão a se deteriorar é o cérebro, por causa de seu teor de gordura”, explicou O’Connor, segundo o site. 

De acordo com os pesquisadores, há evidências de que o crânio pertenceu a um homem entre 26 e 45 anos e de que o mesmo teria sido enforcado. O’Connor diz que o achado pode ter sido enterrado rapidamente após a morte em um ambiente úmido, onde a ausência de oxigênio impediu que o cérebro entrasse em estado de putrefação. 

(Terra)


Nota: Resta saber agora, como os cientistas vão explicar isso. Pra mim, isso foi por conta de uma catástrofe [global] que ocorreu muito rápido [Dilúvio].[CF]

Dinossauro é encontrado em campo petrolífero



Os campos petrolíferos do Canadá forneceram mais do que óleo cru neste mês. O fóssil de um anquilossauro, herbívoro que se distingue pela carapaça nas costas, foi achado em Alberta. Um trabalhador da empresa de exploração Suncor Energy viu o dinossauro na última quarta-feira e avisou os responsáveis. Por uma sorte do acaso, o homem havia visitado a ala sobre os animais pré-históricos do museu Royal Tyrrell algumas semanas antes. A descoberta surpreendeu porque se estima que a região era coberta totalmente pela água milhões de anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. “Nunca vimos um dinossauro nessa localidade”, conta o curador do Museu Royal Tyrrell, Donald Henderson. “A área era um oceano, e a maior parte dos achados são de invertebrados como moluscos e ammonites.” O anquilossauro deveria ter cerca de cinco metros de comprimento e outros dois de largura.Ao contrário de outros fósseis, não estava incrustado em sedimentos rochosos e apresenta boas condições. O último fóssil de grandes proporções já registrado em Alberta foi de um peixe-réptil gigante, o ichthyossauro, localizado dez anos atrás perto de Fort McMurray. 

(Folha.com)

Nota: Um anquilossauro herbívoro sepultado em petróleo juntamente com moluscos como amonitas e em boas condições. Vamos esperar para ver qual será a explicação darwinista para esse “fóssil anômalo”.[MB]

quarta-feira, 23 de março de 2011

DENTES ENCONTRADOS EM ISRAEL PODEM FALSIFICAR EVOLUÇÃO HUMANA COMO NOS TEM SIDO VENDIDA

Uma equipa de cientistas da Universidade de Telavive descobriu numa gruta em Israel fósseis que parecem ser do Homem moderno, mas que estão em camadas de terra com idade entre os 400 e 200 mil anos – mais antigas do que o nascimento dos antepassados directos do Homem. A descoberta deixou a comunidade científica em alvoroço.

A história da evolução humana é resumida assim: pensa-se que o Homem Moderno evoluiu há 200 mil anos, em África, tendo depois migrado para o resto do mundo, substituindo os humanos que existiam em cada local.

O autor do artigo diz que os dentes possuem tanto características de neandertais como dehomo sapiens. Mas se estes dentes forem do homo sapiens, isso significa que toda a história da evolução humana como nos tem sido contada nos últimos anos, todos os dados e descobertas feitas para alimentar esta visão, não passam de banha de cobra.

O líder do grupo, Avi Gopher, parece o mais apreensivo com a sua descoberta: “É preciso sermos cuidadosos, não podemos atirar para o lixo um paradigma só por causa de alguns dentes“. Esta afirmação não deixa de ser curiosa, já que outros elos perdidos foram inventados apenas e só a partir de dentes (o caso mais insólito é o famoso Homem de Nebraska).
Os dados foram publicados no The American Journal of Physical Anthropology.
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Nature perguntou ao investigador se estes dentes realmente ofereciam evidência de que oHomo sapiens não evoluiu em África. Ele respondeu: “O que eu posso dizer é que eles deixam todas as hipóteses em aberto. Há uma tendência das pessoas a se acostumarem à hipótese “Fora de África”, utilizando-a exclusivamente e explicando todas as descobertas que não encaixam nela como novas ondas de migração para fora de África“.

O que ele está a dizer é que os evolucionistas são pródigos em descartar os dados que não encaixam nos seus paradigmas pré-estabelecidos. Nada que nós já não soubéssemos.

Se eu tivesse de apostar, diria que tudo vai ser feito para que esta descoberta seja minimizada e descartada. É mais fácil dizer que os dentes, que têm tudo para terem pertencido ao homo sapiens, pertencem a uma espécie diferente, de modo a não atrapalhar a linha de tempo evolucionista. Já viram o que era ter de reconstruir toda a narrativa, toda a linha de tempo evolutiva? E como se explicariam os milhares de “estudos” que há uns anos a esta parte têm sido usados para alimentar a visão do “Fora de África”? Vai-se admitir que foi tempo e dinheiro perdido? É mais fácil e barato descarta novamente uma evidência contra (sim, novamente! Já aconteceu).

Os evolucionistas estão com muito medo e profetizo pressões vindas de todo o lado em direcção à equipa de paleoantropólogos liderada por Avi Gopher. É por isso que a Teoria da evolução não merece credibilidade. Uns simples dentes facilmente mostram que todas as histórias inventadas e que subsistiram por longos anos ou décadas não passam de pura fantasia e propaganda naturalista. Por sua vez, os criacionistas bíblicos não precisam de todos os anos andar a alterar as suas convicções a respeito da verdadeira origem das espécies.

O "in diebus illis" do Neodarwinismo


Na postagem anterior, ao questionar o darwinismo por sua esplendorosa incapacidade em explicar determinadas premissas que tão tenazmente defende, por exemplo, o modo pelo o qual os protozoários (organismos unicelulares) deram origem aos metazoários (organismos multicelulares), um ilustre visitante deste blog respondeu bem ao linguajar “darwinês” que foi “através de sucessivas modificações genéticas”. Mas é exatamente aqui que está o “busílis” ou o “x da questão”.

O dilema acerca de como as mutações teriam atuado na formação das espécies ou de como elas exercem atividade nas origens de novas estruturas é tal monta problemático na história do neodarwinismo que, na década de 40, 
o geneticista Richard Goldschmidt foi levado a propor a famigerada teoria do “monstro esperancoso” (ou “monstro promissor”): “Goldschmidt pensava que, às vezes, mudanças grandes e coordenadas poderiam ocorrer simplesmente ao acaso — talvez um réptil pusesse um ovo apenas uma vez, digamos, e nele fosse chocada uma ave” (BEHE, 1997).

E para quem pensa que o questionamento é birra de antidarwinistas, cito aqui o livro “
O Polegar do Panda”, de Stephen Jay Gould, que escreveu: “Muitos evolucionistas encaram a continuidade estrita entre a mi­cro e a macroevolução como um ingrediente essencial do darwinismo e um corolário necessário da seleção natural. No entanto, como rela­to no ensaio 17, Thomas Henry Huxley separou os dois tópicos da seleção natural e do gradualismo e advertiu Darwin de que sua ade­são estrita e injustificável ao gradualismo poderia minar todo o seu sistema. O registro fóssil, com suas transições abruptas, não ofere­ceu nenhum suporte à mudança gradual, nem o princípio da seleção natural a requer — a seleção pode atuar rapidamente. No entanto, a ligação desnecessária forjada por Darwin tornou-se um dogma cen­tral da teoria sintética” (GOULD, 1989).

O mesmo dilema levou Lynn Margulis (professora emérita de biologia da Universidade de Massachusetts) a declarar “que a história acabará por julgar o neodarwinismo uma pequena seita religiosa do século XX, dentro da fé religiosa geral da biologia anglo-saxônica" (In: BEHE, 1997). Em suas muitas palestras, acrescenta Behe, ela pede a biologistas moleculares presentes na platéia que citem um único e inequívoco exemplo de formação de uma nova espécie pelo acúmulo de mutações. Ninguém aceita o desafio. Os proponentes da teoria padrão, afirma ela, "despojam-se em sua interpretação zoológica, capitalista, competitiva, regida pelo custo-benefício da obra de Darwin — tendo-o compreendido de forma errônea... O neodarwinismo que insiste (em pequenas mutações cumulativas) está completamente aterrorizado”. 
Portanto, afirmar simplesmente que um suposto evento evolutivo se deu “
por meio de sucessivas modificações genéticas” é tão vazio quanto dizer, por exemplo, que o mundo, por sorte, surgiu ontem, de repente, com todos os aspectos que agora possui. E como diria o mesmo Behe: “Sorte é uma especulação metafísica; explicações científicas necessitam de causas”.
É isso!


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CITACÕES:
  • Stephan Jay Gould. “O Polegar do Panda”. Editora Martins Fontes. SãoPaulo, 1989.
  • Michael Behe: “A Caixa Preta de Darwin”, Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1997.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Meteoritos + nitrogênio + Terra = vida?



Um meteorito encontrado na Antártida fortalece o argumento de que a vida na Terra pode ter sido trazida do espaço, dizem cientistas. Análises químicas do meteorito mostraram que o material é rico em hidrocarbonetos e amônia, um componente químico formado pornitrogênio e hidrogênio, encontrado em proteínas e no DNA que forma a base da vida tal e qual conhecemos. Os pesquisadores acreditam que esses elementos podem ter sido trazidos para a Terra através de meteoritos que caíram sobre a Terra no passado, povoando o planeta com os ingredientes que faltavam para a criação [?] da vida. As conclusões se baseiam em uma análise de pouco menos de 4 gramas de pó extraído do meteorito Grave Nunataks 95229, batizado em referência ao local onde foi descoberto na Antártida em 1995.

Detalhes do estudo conduzido por uma equipe das universidades do Estado do Arizona e da Califórnia, em Santa Cruz, foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. “O estudo mostra que há asteroides no espaço que, ao se fragmentar em meteoritos, podem ter caído sobre a Terra com uma mistura de componentes com propriedades atrativas, incluindo uma grande quantidade de amônia”, disse a coordenadora da pesquisa, Sandra Pizzarello, da Universidade do Arizona.

Segundo ela, meteoritos podem ter fornecido à Terra uma quantidade suficiente de nitrogênio para fazer emergir a vida em seu estado primitivo.

Estudos realizados com o meteorito Murchison, que atingiu a Austrália em 1969, mostraram que aquela rocha também é rica em componentes orgânicos. Mas Pizzarello diz que o meteorito Murchison é “complexo demais” e contém moléculas de hidrocarbonetos mais propensas a serem encontradas em um período mais tardio da história da vida.

A teoria de que as “sementes” da vida na Terra foram trazidas por cometas ou asteroides resulta, em parte, da tese de que nosso planeta, em seu período formativo, não contivesse o estoque necessário de moléculas simples para ativar os processos que deram início à vida primitiva. [Na verdade, em minha opinião – e de muitos outros criacionistas –, essa teoria da panspermia cósmica resulta, na verdade, da incapacidade de propor uma teoria para a origem espontânea da vida aqui na Terra, em tão pouco tempo para se chegar à tremenda complexidade observada atualmente. O que se faz, então? Joga-se o problema para fora, como se faz com uma batata quente. Como e quando a vida surgiu? “Não temos como saber”, respondem os evolucionistas, “pois ela surgiu em algum lugar do espaço.” Muito conveniente. – MB] 

Tais processos poderiam ter ocorrido no chamado “cinturão de asteróides” entre Marte e Júpiter, longe do calor e da pressão de planetas em formação. Colisões entre os asteroides dentro desse cinturão teriam produzido os meteoros que viajaram pelo sistema solar e, ocasionalmente, terminaram carregando seu material para a Terra.

A especialista em meteoros Caroline Smith, do Museu de História Natural de Londres, concorda que um importante elemento no novo estudo é a detecção de nitrogênio. Mas ela questiona se a quantidade encontrada no meteorito da Antártida se repete em outras ocasiões. “Um dos problemas em relação à biologia primitiva na Terra tem a ver com a necessidade de nitrogênio em abundância para deslanchar todos esses processos pré-biológicos”, ela explica. “O nitrogênio está presente na amônia. Mas há uma série de evidências que apontam que a amônia não existia em abundância no início da Terra. Então de onde veio?”

O fator específico que levou ao nascimento da vida na Terra permanece um mistério. Uma das hipóteses aventadas pela professora Pizzarello é que materiais provenientes de meteoritos tenham interagido com ambientes como vulcões e piscinas formadas pelas marés oceânicas. Mas ela ressalvou que todas as hipóteses ainda estão no campo da especulação. “Encontramos esses materiais extraterrestres em meteoritos que contêm o que precisamos (para chegar a uma explicação), mas, quando chegamos a questões como ‘como’ e ‘por que’, ninguém sabe”, afirma. [Depois de construir todo um castelo hipotético, dando a entender que, se obtivermos os elementos certos na proporção certa a vida “pipoca”, a cientista admite que é tudo especulação... – MB.]

(BBC Brasil)

Nota: É como se encontrassem um meteorito rico em silício e dissessem que ele foi responsável pelo surgimento dos computadores na Terra! Só porque o tal meteorito da Antártida contém hidrogênio e nitrogênio, também contidos no DNA, isso significa que a vida começou aqui graças à chegada desses meteoritos? Quer dizer que basta adicionar alguns elementos presentes nos seres vivos para se ter vida? A pesquisadora Sandra Pizzarello (que já garantiu seus minutos de fama e verba para pesquisas com a divulgação dessa notícia) diz que meteoritos podem ter fornecido à Terra quantidade suficiente de nitrogênio para fazer emergir a vida em seu estado primitivo. O que seria “vida em estado primitivo”? No mínimo, um ser dotado de informação complexa e específica para dirigir seu metabolismo; um ser com organelas complexas de cujo funcionamento perfeito dependesse para sobreviver; um ser capaz de se reproduzir a fim de dar início; etc. Não adianta tentar simplificar o mysterium tremendum da origem da vida usando de retórica. Especulação é especulação. Ponto.[MB]